Geekerela

Equipe Living for Harry

Oi gente! Voltamos com mais uma resenha conjunta… Bem, só a resenha, porque a Lari não aguentou e foi toda afobada ler o livro assim que ganhou (hahahahaha), então eu (Adri) acabei lendo depois, mas o importante é que lemos esse livro em Outubro e estamos trazendo uma resenha maravilhosa pra vocês!

De todos os contos de Cinderela, nesse, a princesa perde um sapatinho… Mas ele não é de cristal. Elle tinha um pai apaixonado por ficção científica e, quando faleceu, deixou sua filha com essa paixão, uma madrasta e duas irmãs más. Quando sua série de ficção favorita ganha um remake, Elle decide fazer de tudo para ter a chance de participar do concurso de Cosplay promovido pelos produtores do filme. O prêmio do concurso? Um baile. Dentre todas as questões hollywoodianas, o que prevalece? Alegrar se com a volta de um clássico da ficção científica ou ter suas melhores lembranças arruinadas por atores modinhas e uma produção elaborada demais?

Do outro lado, temos o príncipe… Ou melhor Darien, um ator lindo que está começando a ver sua carreira em Hollywood decolar agora e pra manter essa carreira decolando, como seu empresário quer, ele precisa garantir que o remake da série preferida dele seja um sucesso, para isso fará muito mais que atuar, deixando que os fãs da série o achem uma farsa, quando na verdade, é um geek de carteirinha.

Tá aí uma história que tem tudo para ser um grande clichê baseado em Cinderela… E ele é, mas calma, não é um clichê como os que odiamos, pois ele pega as partes que mais amamos na história da Gata Borralheira e traz para o nosso século. Os clichês não são largados de forma escrachada apenas para dar o que o leitor espera e que no fim, nos deixa entediadas, mas se transformam em momentos fofos que deixam nosso coração mais quentinho. Pois essas partes foram bem trabalhadas, deixando pouco a desejar.

Sim, este livro nos remete aos melhores momentos da Cinderela. Porém, não podemos nos esquecer que estamos falando de uma Cinderela do século 21, que deixou a desejar em uma parte: cadê o empoderamento dessa protagonista? Elle passa por vários problemas com a madrasta, é humilhada pelas “irmãs” e não tem o direto de opinar dentro de casa. Por que ela nunca pensou em…sei lá… Colocar pasta de dente no suco verde das irmãs? Juntar dinheiro e sair de casa?
E também temos o “príncipe”, nesse caso, ator, que corre para salvar Elle que, como sempre, está sendo maltratada e humilhada pelas irmãs… Um plot twist? E se Elle decidisse, de verdade, que poderia se salvar sozinha? Ou que fosse procurar o príncipe ao invés de esperar que ele venha procurá-la? Fica a dica para o próximo livro baseado em Cinderela…
Mas os poucos clichês que não são bem trabalhados e a falta de um empoderamento maior, não tiraram o brilho de Geekerela, o livro é muito bom mesmo e já ganhou um lugar muito especial nos nossos corações, por se tratar de um livro leve, fofo, romântico, geek (acho que isso era óbvio) e divertido de uma forma cativante. Indicamos a leitura dessa maravilha para todo mundo: pra quem gosta da história da Cinderela, para quem gosta de remakes, para a galera geek de plantão, pra quem gosta de clichês fofos e para todos que querem ler um livro leve e divertido nesse final de ano… E hey! Esse livro tem uma vibe muito boa para uma leitura de final de ano! Sério, leiam!
Agora vamos falar de outro ponto positivo do livro: a parte visual. Geekerela é completamente lindo. A capa ficou muito bonita, desde as ilustrações, as cores escolhidas, os detalhes no título, quanto a montagem da capa que brinca com a distância entre os dois personagens, de forma que na capa aparece a Elle e na quarta capa, o Darien. E por dentro o livro também é muito bonito. Ele é dividido nos pontos de vista dos dois protagonistas e além de toda a narrativa, o texto também é composto pelas mensagens de celular que são trocadas durante a história, o que deixa a leitura ainda mais dinâmica e com um visual diferente, também possui uma divisão das partes do livro que é feita com folhas pretas estreladas que combinam muito com o tema do livro e a diagramação é muito boa, facilitando ainda mais a leitura, além de deixá-la mais prazerosa e menos cansativa.
Existem histórias que precisam ser contadas e recontadas ao longo das gerações e Cinderela e uma delas. Talvez, você conheça apenas a Cinderela clássica do desenho, a Cinderela com a Hilary Duff, com a Selena Gomez ou último Remake lançado em 2015…o importante é manter esse clássico vivo nas nossas vidas. E aí, já assistiu/leu Cinderela hoje? E Geekerela, já leu? Conta pra gente nos comentários! E podem deixar também indicações de livros que vocês querem que a gente leia e resenhe juntas!
Beijos Mágicos e Beijos na bunchecha!!
Resenhas conjuntas: Six of Crows

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Inventei você?

Larissa Leite

Oláaaa!! Como vai esse feriado? Cheio dos estudos? Rolês? Ou só dormiu mesmo? Espero que estejam em casa agora, porque é hora de resenha!! Hoje é dia de… Inventei você? Ps: interrogação faz parte do título.

Capa azul em homenagem ao novembro azul, mas só isso que tem a ver mesmo…

Contemos a história mirabolante de Inventei você?

Tudo começa quando a pequena Alex, uma menininha com cabelo vermelho (#adoro), está em um mercado com a mãe e decide resgatar as lagostas do aquário do que pediam ajuda para serem salvas dos terríveis consumidores do mercado! Após esse acontecimento, Alex passa ser diagnosticada como esquizofrênica.

Pulamos uns 12 anos, agora Alex está em seu ultimo ano do ensino médio, sendo medicada, convivendo com colegas de escola, de trabalho e lutando para ter uma vida “normal”. A menina passa por algumas crises no colégio e acaba sendo transferida para outra escola. Se é já difícil começar em uma escola nova…imagina para essas pessoas com esse distúrbio.

Para mim, a pior parte do livro é quando Alex não sabe discernir o que é real e o que é de sua imaginação. Coisas banais, como esquilos com cauda colorida, para a menina é fácil de saber que é uma ilusão. Mas, e pessoas? Locais?

Como os remédios para esquizofrenia nem sempre funcionam, Alex passa tirar fotos de tudo que ela acha que pode não ser real. Com o tempo, o que é ilusão some da foto e apenas o real permanece.

Achei esse livro extremamente delicado, já que eu, junto com Alex passo a duvidar da realidade durante a leitura… e confesso que isso me abalou um pouco. Quando penso em esquizofrenia, penso no Tarso da novela Caminho das Índias, uma pessoa louca que age fora do padrão. Mas, depois dessa leitura… É fácil perceber o quanto Alex se afeta com sua doença, deixa de sair pois tem medo de ter crises, tem pais que a prendem mais do que uma família deveria.

Recentemente, conheci uma pessoa esquizofrênica, e só descobri que ela tinha esse problema porque uma amiga dela me contou. Ou seja, sem preconceitos com pessoas com esse distúrbio, afinal, também possuem famílias, comem Mc, estudam e trabalham. Tudo bem que as vezes acham que estão sendo perseguidas, mas…quem nunca? Sou perseguida semanalmente…

Apesar do assunto desse livro ter sido mórbido – uma ótima leitura para outubro – muitas situações são retratadas de maneira engraçada. Minha parte favorita? Primeiro, o fato da personagem principal ser ruiva (YEY) e segundo, quando o cabelo de uma menina pega fogo e Alex não sabe dizer se é real ou não.

Eu jogaria água nela, mesmo sem saber se tava pegando fogo mesmo…

Quer saber se era ou não? Corre lá para ler!

Beijos na bunchecha!!


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BEDA #29 – Six of Crows

Equipe Living for Harry

Oi gente!! Prontos para o post mais especial de todos do BEDA? Pra quem ainda não estava sabendo (acompanhe as redes sociais do blog para saber tudo que está rolando!), no finalzinho de Julho, colocamos lá no Amino e no Twitter uma enquete para escolher um livro para nós lermos e resenharmos no final do mês! O vencedor foi o livro Six of Crows da Leigh Bardugo, então passamos Agosto lendo, com direito a insta stories durante o período de leitura e agora é hora de resenhá-lo!!

Estamos em Kerch. País onde a servidão, jogatina, trapaça e prostituição são visto como entretenimento para os que visitam a cidade de Ketterdam. E tudo começa, quando Van Eck, um mercador de Ketterdam, faz uma proposta milionária á Kaz Brekker, integrante de uma das gangues da capital. Kaz é um ladrão e trapaceiro que só pensa em duas coisas: vingança e dinheiro.

Agora, Brekker precisa encontrar a equipe certa para a sua missão: uma espiã; um desenhista; uma grisha; um Fjerdano; e um atirador cheio de segredos.

Vocês já assistiram Esquadrão Suicida? A base da história nos lembra muito esse filme: usar um grupo de foras da lei para fazer o trabalho sujo para o governo. Mas, nesse caso, ao invés de liberdade, o grupo firecrackers milionário, mesmo. Mas acalmem-se, Six of Crows tem um desenrolar totalmente diferente do esquadrão. Começando pelo fato de que ninguém tem pode para destruir a terra… A não ser que usem parem

O livro também conta com a falta de misericórdia de Game of Thrones, ou seja, mortes ocorrem… frequentemente, as torturas são pesadas e muito descritivas e a escritora não teve dó e nem piedade de machucar e tentar matar os personagens principais da história. Os cenários também faz lembrar de GOT, que são descritos como sujos, fétidos e escuro… Pelo menos na área do Barril, onde se passa grande parte da história.

GOSTAMOS. MUITO. A história prende com toda a aventura e os acontecimentos. O livro é muito bem escrito e a autora se preocupou e se dedicou de verdade ao mundo que ela criou, dando muitos detalhes, explicando sobre a cultura e traduzindo os termos que aparecem. Achamos isso muito bom, porque o leitor não fica perdido e consegue realmente fazer parte desse mundo.

Outra vantagem, SEM TRIÂNGULOS AMOROSOS. Se tem uma coisa que odiamos, são os mimimis dos triângulos. Nesse livro, a autora deixa bem claro quais são os casais que podem, possivelmente, dar certo. Confessamos que, não tem muito romance na história… tem as brigas e os flertes, mas o livro está mais focado na missão.

Sobre a edição! O livro além de bom é visualmente bem feito. A capa combina muito com a vibe do livro, a diagramação é muito boa, então a leitura flui ainda melhor. E o livro tem detalhes muito importantes na própria edição. Ele começa com uma classificação dos Grishas e um mapa dos locais que aparecem durante a história. Os capítulos são divididos entre os personagens, alterando os pontos de vista e as divisões dos trechos são feitas por um pequeno corpinho.

Beijos Mágicos e Beijos na bunchecha!!


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BEDA #25 – You know me well

Adriele E. da Silva

Oi gente! Hoje é dia de resenha!! A última antes da resenha do livro campeão! Então fiquem de olho no blog e nas redes sociais para não perder o post mais especial do BEDA Living for Harry. Agora sobre o livro de hoje, ele foi a minha primeira leitura não infantil em inglês e estou muito orgulhosa de mim e do livro.

You know me well conta a história de dois adolescentes, o Mark e a Kate. Eles estudam Cálculo juntos, porém nunca se falaram e nunca se encontravam do lado de fora da sala de aula, até uma noite caótica na vida de ambos. Kate encontra Mark e a partir daí, eles começam uma amizade na qual um compreende de verdade o outro e isso faz com que eles sejam exatamente o que o outro precisa. Juntos eles irão entender melhor o que tem acontecido em suas vidas e superar todos os problemas que estão atrapalhando a verdadeira felicidade deles.

Então, gente… O que dizer desse livro LGBT que tanto ganhou meu coração? E por que da ênfase no LGBT? O livro é sobre dois adolescentes que tinham vidas completamente afastados um do outro, mas o acaso conseguiu unir eles e fez isso na hora certa. Tanto Mark, quanto Kate são homossexuais e ambos estão passando por problemas amorosos. Mark não consegue entender e superar o seu caso com o melhor amigo e Kate não consegue enfrentar mudanças, então no fundo não é só um livro sobre problemas amorosos, mas também de problemas de confiança, mudanças na vida, amizades, entre outros problemas. Mas a homossexualidade deles nunca foi um problema, porém é uma questão muito forte para um outro personagem importante na história e é assim que conhecemos os dois lados: os que não tiveram tantos problemas em se assumir e os que possuem grandes dilemas e medos.

O livro foi muito bem escrito e você não percebe a diferença entre escritas de autores (You know me well foi escrito pelo David Levithan e pela Nina LaCour), mas sim a diferença de pensamento de dois personagens com vidas e questões diferentes. O inglês do livro é bem tranquilo, não entendi 100% do que estava escrito, porque tinha alguns termos próprios da comunidade LGBT ou gírias deles, mas pesquisava os termos e/ou entendia pelo contexto, então não é nada impossível.

E o que eu acho mais bonito e que mais me prendeu nesse livro, além é claro de toda a loucura e reviravolta na vida dos personagens, a amizade deles. Os dois mal se falavam, mesmo estudando juntos, mas depois de uma noite tudo muda e eles começam a fazer parte de verdade da vida um do outro e isso realmente é importante para história, sem parecer forçado, porque eles realmente precisavam de uma pessoa que realmente entendesse o que eles estavam passando e pudesse ficar ao lado deles, e eles encontraram isso um no outro. A amizade nasce em uma noite, mas se desenvolve ao longo dos dias e só vai mostrando ser mais verdadeira. Assim como está escrito na capa, esse livro é sobre uma amizade à primeira vista, então podem esperar um foco muito grande nisso.

A edição em inglês que eu li está muito boa, ainda acho as capas paperbacks deles um pouco frágil e sem graça, mas a qualidade das folhas é muito boa, a fonte tem um tamanho bom, então a leitura não é dificultada por isso, mas para quem não quer arriscar no inglês, o livro já foi lançado aqui no Brasil com o título À primeira vista, pela editora Galera Record. Os capítulos não são muito longos e são intercalados entre o ponto de vista do Mark e o da Kate, então em alguns momentos eu ficava sofrendo, porque acabava o capítulo de um e eu queria continuar com ele para saber o que estava acontecendo, mas o capítulo seguinte sempre me prendia, então mesmo sofrendo de curiosidade, a história ainda me prendeu e não me fez pular os capítulos.

Esse é um livro para quem precisa de abraço apertado e um quentinho no coração, mas de um jeito nada meloso e cheio de mimimis, mas sim um jeito real.

Beijos Mágicos!!


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BEDA #20 – Em algum lugar nas estrelas

Adriele E. da Silva

Oi gente! Pois é, se vocês perceberam, os dias 20 e 21 não tiveram posts, pois é, acabei me enrolando um pouco por aqui, mas vou compensar hoje e amanhã com dois posts por dia, então não estranhem as numerações confusas. Hahahahahah

Enfim, sobre o post de hoje, vou resenhar um dos livros mais bonitinhos que eu achei que era possível a editora Darkside publicar.

A história se passa na época da Segunda Guerra Mundial, em Maine nos EUA. Jack acabou de chegar nessa cidade para estudar em um colégio militar só para meninos, após a morte de sua mãe. Na escola, Jack conhece Early um garoto um pouco diferente dos demais, ele assiste apenas as aulas que quer e vive na antiga sala do zelador o colégio, ouvindo discos e construindo diversas coisas. Jack vai se aproximando de Early aos poucos e acaba se metendo em um plano do amigo de sair da escola para procurar uma ursa gigante que tem aparecido na região e junto com isso provar que Pi ainda está vivo e o número nunca terá um fim. Juntos, eles passam por diversas situações perigosas e fantásticas para concluir a busca.

O que dizer de um livro com dois garotinhos se aventurando para encontrar uma ursa gigante? Ai, é história de criança com certeza! Não! Não é uma história para crianças, claro que elas podem ler, mas é muito mais que uma aventura, é uma história de superação emocional para quase todos os personagens da história, todos eles possuem suas próprias questões internas para resolver durante o livro, desde Jack com a perda da mãe, até Gunnar, um personagem muito carismático que ajuda os garotos, todos eles são muito mais do que aparentam e para mim isso é o mais lindo e incrível nesse livro.

Claro que as aventuras e toda a jornada dos dois garotos é algo que ajuda muito a nos prender na história, afinal, isso deixa a narrativa mais dinâmica, além de dar um motivo concreto e um meio de ocorrer todas as superações emocionais. Muitas partes são bem divertidas ou nos deixam roendo as unhas para saber o que vai acontecer. É muito fácil se apagar aos personagens e ficar torcendo para que eles concluam a busca com sucesso e em segurança. O livro garante até alguns momentos bem fofos e emotivos que nos deixam com aquele apertozinho no coração e na garganta.

E nem preciso falar nada sobre a edição, né? A Darkside nunca nos decepciona, a capa é muito linda, mas o interior consegue ser ainda mais bonito, com constelações por toda a parte que fazem muito sentido para a história, tanto sentido que o início e o nome dos capítulos tem a ver com essas constelações. A parte de dentro da capa é linda, além de vir um disco com as constelações de um lado e uma informação muito legal do outro lado que só vai fazer sentido quando ler o livro. Com toda certeza do mundo, esse é um dos livro mais lindos que já vi e um dos mais lindos que tenho na minha estante.

Beijos Mágicos!!


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BEDA #19 – A Fúria e a Aurora

Larissa Leite

Só queria dizer que: Por que tá sempre frio quando eu escrevo? Várias chuva, vários cobertor e várias vontade de não sair da cama. Mas a boa notícia é que estou com tempo de por a leitura em dia… Sabe, Six of Crows… Aquela leitura que vai gerar uma resenha marota no fim do mês. Apesar do dia úmido, vamos falar sobre deserto! Quem já leu A Fúria e a Aurora levanta a mão? 

Estamos situados na antiga Pérsia na cidade de Khorasan, onde toda mulher que se casa com o rei Khalid Ibin Al-Rashid, morre após a noite de núpcias. Quando Shiva acaba sendo uma das garotas assassinadas, Sherazade promete vingança ao Rei Khalid. Seu modo de sobreviver ao rei? Contando histórias que duras dias… Isso mesmo, DIAS. Enquanto isso, Sherazade ganha tempo e planeja a morte de Khalid.

A primeira coisa que tenho a dizer é: tive que ficar com o Google aberto durante a leitura desse livro, pois a minha leiguice na cultura oriental me dava um tapa na cara a cada vez que apareciam palavras como sahib, shamla, sirwal e shamshirs. Essas palavras indicam o quanto o livro é fiel a uma cultura que foi perdida pelo desenvolvimento do homem, mas preservou se o suficiente para poder ser passada para aqueles perdidos… Tipo eu.

Queria poder escrever que “essa leitura é bem leve”… Mas não. A leitura é tensa e tem drama atrás de drama com uma pitada de “ai meu Deus é agora que a Sherazade morre!”.

Para os fãs de Game Of Thrones, não confiem em personagem nenhum nessa história. Para os que estão boiando e não conhecem GOT (SHAME!), saibam que se apegar nos personagens não dá muito certo (vários traíras).

O que mais me deixa feliz com esse livro, é o fato de ter final. São dois volumes que já foram traduzidos pela editora e lançados no Brasil.

Gostaria de terminar esse post comentando duas coisas:

  1. O cachorro da autora, Renée Ahdieh, se chama… MUSHU! O dragão mais temido da China…
  2. A noite na arabia e o dia também! É sempre tão quente que faz com que a gente se sinta tão bem. 

Se você não entender essas duas referências, vai assistir os clássicos da Disney! Agora!

Beijos na Bunchecha!!


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BEDA #6 – Quinze Dias

Adriele E. da Silva


Oi gente! Preparados para mais uma resenha?! Como já viram no título o livro escolhido é o "Quinze Dias" do Vitor Martins que além de ótimo escritor, é um ótimo booktuber, vale a pena se inscrever no canal dele! Agora vamos falar desse livro maravilindo!

Como 99,99% dos adolescentes desse mundo, Felipe esperou ansiosamente por esse momento, as férias de Julho. Agora vai poder aproveitar para fazer tudo que tanto queria: maratonas séries, ler muito, assistir tutoriais no YouTube que nunca fará e não ter que lidar com os colegas de escola. Porém logo no primeiro dia descobre algo que pode mudar seus planos… Sua mãe aceitou hospedar Caio, o filho da vizinha, durante esses quinze dias, para desespero de Felipe, porque além de Caio ter sido sua primeira paixão, ele possui muitas inseguranças e não consegue interagir com o visitante.

Tá aí um livro que tem tudo para ser clichê, mas que não é. Como assim, Adriele? Simples. O Felipe não é um típico garoto gay dos livros, ele é gordo, tímido e tem inúmeros problemas de insegurança que são muito reais, o Caio não é o típico par romântico, ele é muito mais profundo, possui seus próprios problemas e inseguranças, além de ser um ótimo amigo, todos os outros personagens do livro possuem suas peculiaridades e a história dos dois protagonistas não é como nos outros romances, mesmo nos romances LGBT, ele acontece aos poucos, a partir de muito autoconhecimento, conversa, confiança e uma amizade realmente sincera. Os problemas que acontecem com eles não são causados pelos clichês já tão conhecidos, são problemas reais de autoconfiança, de lidar com as inseguranças e de poder se abrir para um sentimento tão forte.

Para Felipe não é fácil ser gordo, como muitos livros querem mostrar, ele não consegue passar por isso da maneira engraçada que querem que as pessoas não-gordas (eu inclusa) acreditem que possa acontecer. Ele sofre bullying, não se sente atraente, acha que nada fica bem nele e tudo isso se transporta para sua capacidade de lidar com os outros e é por isso que ele frequenta toda semana uma terapeuta, algo que também é muito bem trabalhado no livro, por ser muito individual, realista e revelador, pois mostra que terapeutas não servem para pessoas loucas e doentes, mas para todo mundo que precisa ter alguém com quem conversar e se abrir. Não posso dizer que me identifico com o Felipe totalmente, afinal sou hétero e magra, porém tenho minhas próprias inseguranças e sei como isso pode atrapalhar relacionamentos no geral. Mas o mais importante, eu conheci um pouco melhor sobre como é viver em um mundo tão preconceituoso e apegado a aparência, principalmente quando se é tão fora dos padrões, quanto o Felipe.

Mas não são só os protagonistas que nos mostram e ensinam coisas, temos a mãe do Felipe e as amigas do Caio que também se encontram bem fora dos padrões esperados para essas personagens.

Calma, o livro também é muito divertido e me fez rir muitas vezes, então não precisa se preocupar, pois além do livro ser curtinho, ele é super rápido e gostoso de ler. A escrita do Vitor te prende e te faz devorar o livro. A história (Como devem imaginar) se passa em 15 dias e é assim que os capítulos são divididos e isso torna a leitura ainda mais rápida, pois eles não são longos. A leitura flui tão bem que passa da mesma forma que 15 dias de férias… Rapidinho!!

Já deu pra perceber que eu adorei esse livro, né? Com certeza entrou na minha lista de favoritos do ano! Então super recomendo para todo mundo!

Beijos Mágicos!!


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