Toda luz que não podemos ver

Larissa Leite

toda-luz-que-nao-podemos-ver-resenha

Bom dia/tarde/noite!
Faltam 4 dias para o meu aniversário! Vocês já compraram o meu presente? Já?
Se não, corre que ainda dá tempo 😀
Agora vamos para “Lari, o que vc leu e decidiu resenhar em maio?” Bem crianças, escolhi “Toda Luz Que Não Podemos Ver”!

toda-luz-que-nao-podemos-verToda Luz Que Não Podemos Ver
Autor:  Anthony Doerr
Editora: Intrinseca
Páginas: 528
Nota: ♥♥♥♥♥           5/5
ISBN: 9788580576979

Agora venham comigo que vou contar a história do livro para vocês…
Começamos em 1933 com Marie-Laure, uma menina que vive na França com o pai, um chaveiro responsável por cuidar da fechaduras do Museu de História Natural de Paris. Com seis anos de idade Marie perde a visão, junto com sua noção de espaço e geografia.
espaços que um dia lhe foram familiares – o apartamento de quatro cômodos que ela divide com o pai, a pequena praça com corredores de árvores onde eles moram- se tornaram labirintos arrepiante cheios de perigos.”
Então seu pai, como todo bom pai ( repeti pai de propósito) resolve fazer uma maquete do bairro onde moram para que Marie consiga memorizar os caminhos. E logo passa a andar sozinha pelas ruas ou acompanhada pelo pai quando iam juntos ao museu.

As crianças que encontra a enchem de perguntas.

    – Dói?

    – Você fecha os olhos quando dorme?

    – Sabe que horas são?

    – Não dói, ela explica. E não existe escuridão, não do jeito que as outras crianças imaginam. Tudo é composto por teias, tramas, turbulências de sons e texturas.”
Em 1939, a cidade é invadida pelos nazistas e Marie foge com o pai para Saint-Malo onde passa a viver com o tio-avô Etienne. Os dois levam consigo um objeto muito raro do Museu de História Natural…
Agora vamos para o nosso segundo personagem principal. O alemão Werner de oito anos, vive com sua irmã em um orfanato nas regiões de minas na Alemanha e como não é obrigado a trabalhar nas minas antes dos quinze anos, passa o dia catando o lixo com a irmã.
Em um dia de reciclagem, Werner descobre um rádio velho e tenta consertá-lo. Com a pratica, passa a ser craque em montar e desmontar rádios, chamando a atenção de um general que o convida para estudar e aperfeiçoar seus conhecimentos matemáticos e tecnológicos.
Oito anos depois, Werner está escondido em um porão de Saint-Malo, tentando descobrir fontes de transmissão de rádio que indicam a localização da chegada dos Aliados.
Acredito que foi essa narrativa, um tanto quanto mais subjetiva, permitiu que este livro ganhasse o prêmio Pulitzer. Sei que não é nenhuma novidade ler uma historia sobre a Segunda Guerra Mundial, mas o que muda nesse livro é a descrição da guerra feita pelos pontos de Warner e Marie :
Ela, por meio de sons de tiros, cheiro de fumaça e gritos de desespero.
Ele, por meio de conversas de russos, ingleses e franceses transmitidas por rádio.
Nenhum deles VIRAM a guerra, mas mesmo assim estavam presentes durante todos os bombardeamentos, o racionamento de comida, o desabar dos prédios, o desespero dos civis…
Obviamente não vou contar qual é a ligação entre Werner e Marie, seria um Master Spoiler ( mas se quiserem saber, eu conto por inbox no face).

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Nunca havia lido uma historia de guerra que me comoveu tanto. Talvez tenha sido o fato de mostrar a perda da infância de duas crianças que deveriam estar indo para escola ao invés de estarem escondidas ou órfãs. Ou todos os momentos em que Werner e Marie achavam que não sobreviveriam a guerra e nunca mais veriam Paris e Berlim.

Apanha uma das latas de comida de dentro do casaco. O tijolo e a faca à mão.

Não faça isso

Se eu continuar escutando o que o senhor diz, papa, vou morrer de fome com uma lata de comida nas mãos” 

Recomendo que leiam ao menos uma vez, um livro que os choquem de alguma maneira para que nunca os esqueçam e se sensibilizem por uma causa que não foi sua ou minha, mas foi de alguém… Que passou fome, que perdeu a família, que foi torturado. Toda luz que não podemos ver foi assim para mim e também pode ser pra você. Ou então castelo de vidro, mas esse já é de outra resenha…

E é com essa frase de levantar a moral que vos deixo. Ate a próxima, não esqueçam do meu parabéns dia 31 e… Não, não, era só isso mesmo.

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Beijo na bunchecha.

Insta: larilb | Snapchat: prolaclari

                                                                                                                               

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