Aprofundando Aurora

Equipe Living for Harry

Oi gente!! Hoje temos um post muito especial, vamos falar um pouco sobre o livro Aurora, uma das nossas leituras conjuntas de Abril e o primeiro livro lido da parceria com a autora Li Mendi. A autora enviou para gente alguns dos seus livros e decidimos começar por esse, afinal a capa atraiu muito a Lari já que a protagonista é ruiva.

Para começar vamos explicar um pouco sobre a história do livro!

Em um mundo futurista, onde carros dirigem sozinhos e professores são hologramas, a sociedade está segregada entre humanos e super-humanos, pessoas criadas geneticamente em laboratório, com características físicas escolhidas à mão e chips implantados que permitem telepatia e comunicação com aparelhos de tecnologia. 

Aurora frequenta a escola dos super-humanos desde que se lembra por gente, filha adotiva de um pai pesquisador e uma mãe coruja, a menina se encontra em uma luta diária para se encaixar no padrão de perfeição dos super-humanos e evitar que percebam o quão humana e frágil ela é.

Agora vamos mostrar 5 pontos do livro que chamaram a nossa atenção e que merecem ser enaltecidos!

O Aumento da Pressão Estética

Durante a leitura de Aurora, é possível perceber que não existe “se aceitar do jeito que é”, e sim “pagar para ficar melhor” porque ter rugas, manchas e cicatrizes na pele é inaceitável. O corpo deve ser musculoso e torneado – nada de barriguinha de cerveja. E até mesmo a cor dos olhos podem ser alteradas para vermelho, lilás ou qualquer cor que você tiver vontade. O importante é seguir um padrão que esteja em alta no momento e não deixar seu corpo demonstrar uma fraqueza humana, principalmente com as facilidades que as tecnologias dos super-humanos oferecem.

 

Os Alfas

Os alfas são os super-humanos conhecidos como digital influencers, ou seja, vivem do patrocínio de marcas de roupas, calçados, carros e acessórios. Ok, tudo normal por enquanto, afinal, conhecemos vários blogueiros e youtubers que vivem dessa forma. Porém, essas marcas não só decidem o que eles vão usar como seus seguidores pagam para comandar a vida dos alfas: o que vão comer, como devem ser sua personalidade, o que devem falar, com quem devem sair.

 E se não estava estranho o suficiente, os seguidores dos alfas podem assistir tudo que acontece na vida de um alfa, como uma câmera 24h do BBB. Zero privacidade!

Cuidado blogueirinhas e blogueirinhos desse mundão para não chegarmos nesse nível de influência, pois para gente essa é a característica do enredo que mais tem chances de acontecer no nosso mundo.

 

A Poluição

Houveram avanços tecnológicos? Sim e consequentemente, as áreas verdes diminuíram e a poluição aumentou. Mas, ao invés de tentarem iniciativas verdes, os laboratórios desenvolveram órgãos sintéticos, mais resistentes e imunes. Ou seja, em Aurora, o céu é cinza e animais selvagens estão extintos, mas quem tem dinheiro para um transplante não corre o risco de morrer de câncer no pulmão.

E consequentemente, as poucas áreas verdes que sobraram acabaram supervalorizadas, sendo de acesso apenas para os super-humanos mais ricos ou com maior influência.

 

Os sentimentos dos super-humanos

No futuro tratado no livro, muita coisa realmente mudou e uma delas é a forma que os super-humanos sentem, como eles vivem mais tempo que os seres humanos normais, eles acabaram deixando o sentimento profundo e desesperado de lado. Esses sentimentos como o amor romântico, aquele sonho de encontrar a pessoa certa para a nossa vida virou algo dispensável e digno dos livros antigos, sendo até mesmo considerado algo fraco. Os super-humanos se relacionam diversas vezes, com diversas pessoas e quando resolvem ficar com uma deve envolver algum interesse maior, como no caso dos alfas, algum interesse das marcas e dos jogadores. Diferente dos humanos que por possuírem um período de vida muito menor, possuem uma vontade maior de encontrar a “pessoa certa” logo, para assim se unirem e construírem uma família.

Mas mesmo assim, ainda existem alguns casos de pessoas que se amam de verdade e esse amor é sentido de uma maneira tão profunda que vai muito além das aparências e dos desejos de manter uma imagem para o resto do mundo.

 

Algumas coisas nunca mudam

Mas nem tudo mudou nesse futuro cheio de tecnologia e aprimoramentos. Mesmo com todas as alterações e mudanças, o preconceito continua firme e forte, mas agora de uma forma muito mais intensa. A aparência tem que ser a que todo mundo espera, então se você sai do padrão, vai sofrer. E os humanos normais sofrem ainda mais, pois são considerados mais fracos e inferiores, e como consequência são tratados como a escória dessa sociedade, sendo deixados de lado na vida perfeita dos super-humanos, não podendo ter o mesmo nível de vida, seja em escolas ou trabalhos, já que esses devem estudar em escolas diferentes e possuem os piores empregos, tendo que servir aos super-humanos como empregados ou até mesmo cobaias científicas. Além de terem que ficar com os empregos nas indústrias, ficando assim com a maior chance de serem atingidos pela poluição que falamos antes.

E assim explicamos um pouco mais sobre algumas características desse livro, mas não pensem que ele para por aí. Ele possui muitas reviravoltas e outros pontos que podem chamar sua atenção durante a leitura.

Para encontrar o livro na Amazon, clique aqui!!

Não deixem de acompanhar o Instagram do Living for Harry, pois teremos muitas surpresas envolvendo essa nova parceria!! E também acompanhem as redes sociais da Li Mendi para ficarem por dentro dos próximos lançamentos e outras novidades!

Li Mendi: Site | Instagram

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Alcateia

Rod S. Galves

“Começou na Guerra do Último Dia. Na época todos eram patéticos Hums, contudo o primeiro da Alcateia, o Rei Licantropo Astral se encontrou com Wivina, a deusa dos lobos, que concedeu o poder necessário para criar a Alcateia. Os Hums se separaram em vários clãs e o nosso dominou todas as montanhas do leste. Com a inevitável morte do Rei Licantropo, os líderes de cada família decidiram que eles seriam os melhores governantes e desde então nós estamos fragmentados, mas o dia chegará em que Astral voltará montado em Wivina, unindo todas as famílias e conquistando os Hums e outros clãs.”

    A velha senhora que contava a história para um grupo de crianças estava iluminada pelas chamas de uma fogueira, todos vestidos com grossas peles de lobo. As crianças prestavam muita atenção nas lendas quando um homem surgiu e jogou neve em cima da fogueira.

    O homem era grande e a quantidade de peles que o cobriam aumentavam muito sua silhueta, mostrando uma figura amedrontadora. Cabelos castanhos e desgrenhados até a altura do ombro e uma grossa barba.

    – Não temos tempo para histórias, estamos muito perto de uma cidade de Hums. Velha Sábia – disse o homem olhando para a senhora – vá se encontrar com o Velho Karl, ele já está na dianteira. Astrinn, Lydia – agora apontou para duas das crianças sentadas – venham comigo, o resto para suas posições de costume.

    Todos se levantaram e caminharam para onde eram chamados. As duas crianças eram muito similares ao grande homem, cabelos da mesma tonalidade e olhos escuros como os de feras, mas nenhum chegava a ser tão imponente.

    O garoto tinha seus doze anos, com cabelos cortados bem curtos e nenhuma barba, além disso, mesmo com as peles era terrivelmente magro, enquanto a garota tinha oito anos e era consideravelmente mais baixa, seus cabelos eram longos e estava constantemente com a testa franzida encarando as pessoas.

    – Peguem as suas adagas – falou o homem caminhando para a fila com cerca de trinta pessoas, todas vestidas da mesma forma e várias delas acompanhadas de grandes lobos – nossos batedores não voltaram, os Hums estão próximos e vocês sabem o que fazer quando encontrá-los.

    – Eu vou matar todos eles – disse a pequena garota.

    – Sim pai, nós sabemos – respondeu o garoto com mais tranquilidade em sua voz. O pai apenas grunhiu e foi para o final da fila.

    Começaram a marchar. O ritmo era regido pelos dois velhos à frente, enquanto o pai das crianças olhava os arredores sem perder o foco por um instante.

    A noite estava fria. Com exceção a trilha que o grupo seguia, tudo estava coberto de neve, no cenário rochoso das montanhas. Para a sorte do grupo não estava nevando, o céu estrelado estava livre de nuvens e nenhuma lua era visível.

    Não havia nenhuma conversa durante a caminhada, inclusive os lobos se mostravam estranhamento quietos. Um enorme silêncio sob o céu negro com o único som sendo o fantasmagórico encontro do vento com a montanha.

    Após quase uma hora de caminhada, os integrantes da Alcateia se deparam com fumaça indo aos céus. Os adultos se entreolharam sem falar, uma mulher deu um passo na direção da fumaça, deveria ter quase seus quarenta anos, curtos cabelos louros, sujos de terra e neve, segurando uma longa lança com uma ponta feita de ossos. Seguindo-a, um homem mais velho puxando sua lâmina curta e acompanhado por dois lobos. Por fim um garoto jovem, com enrolados cabelos ruivos puxando um machado proporcional ao tamanho dele.

    Com poucos passos tomados desse novo grupo, o homem no final da fila empurrou seu filho, que olhou para trás, mas ao se deparar com os frios olhos de seu pai seguiu em frente, sacando duas adagas com cabos ornados em ossos.

    Os quatro humanos e dois lobos foram seguindo sem se usar palavras, a mulher ia na frente enquanto o velho e os animais iam pela direita e os dois mais jovens seguiam pela esquerda.

    Deram muitos passos, tantos que sabiam ser impossível ver a Alcateia mesmo que nenhum deles tenha olhado para trás. Agora o ambiente era um pouco menos íngreme e pinheiros surgiam espaçadamente, tão grandes que mal conseguiam ver seus topos.

O garoto de cabelo ruivos ia na frente, enquanto Asrinn o seguia, o velho e seus lobos também já tinham desaparecido de seus campos de visão e sabiam que se aproximavam, mesmo que a fumaça não fosse mais visível, começaram a ouvir conversas.

    – Ewin! Você é um idiota? – a voz era feminina e extremamente ríspida – eu saio por uma hora e você acende uma fogueira?

    – Eu estava congelando aqui e ninguém me impediu – respondeu uma voz masculina.

    – Por isso que ninguém é a líder, eu sou! – respondeu a primeira voz – Tem várias Alcateias por essas montanhas, peguem as suas coisas e vamos voltar para cidade. Agora!

    Os dois jovens se aproximaram sem ser notados, se escondendo atrás de alguns arbustos, conseguiam contar o número de pessoas no acampamento. Haviam três homens adultos, sendo um deles o tal de Ewin que recolhia suas coisas o mais rápido possível. Duas mulheres, a líder que segurava uma espada e olhava ao redor preocupada e outra pronta para sair do local. Além deles haviam três jovens, mais difíceis de identificar o gênero a essa distância.

    Todos tinham armas guardadas em suas bainhas, contudo a única preparada para lutar era a líder. Eles também vestiam peles, porém mais refinadas e leves que as da Alcateia.

    O jovem ficou tranquilo, sabia que podiam vencer só oito Hums, ainda mais tão despreparados assim. Segurou forte suas adagas e olhou para seu companheiro com o machado em mãos, apenas esperando.

    Não demorou muito para receberem o sinal. A lança de osso atravessou o crânio de Ewin e os lobos começaram a avançar, nessa hora os dois jovens também correram gritando e acertaram um dos homens pelas costas.

    A líder dos Hums acertou um corte preciso no pescoço de um dos lobos e o outro pulou em cima dela enquanto o velho se aproximava com sua espada. Astrinn e seu parceiro enfrentam outros dois jovens carregando espadas curtas. O ruivo avançou levando um corte no ombro, entretanto logo desceu o seu machado com um urro matando mais um deles. O outro jovem Hum, vendo isso soltou sua arma e começou a correr.

    – Astrinn! – gritou a mulher com a lança – vá atrás dele!

    O garoto hesitou por um segundo, o Hum já estava muito longe e seria mais difícil seguir ele pela neve, contudo sabia que não tinha escolha e logo começou a correr também.

    O Hum fugindo pela sua vida se mostrou um corredor extremamente capaz, aos poucos, porém, o membro da Alcateia se aproximava cada vez mais.

    Não havia mais árvores onde estavam, a esquerda o paredão da montanha íngreme e coberto de neve, não sabiam mais o quão longe estavam do acampamento, mas nenhum deles parou de correr.

    O perseguidor estava ficando cansado, só que estava tão próximo de seu alvo que forçou a correr mais um pouco. Com suas duas adagas em mãos se jogou sobre o Hum e os dois rolaram o morro a direita.

    Antes de fincar sua adaga no Hum escutou um grande barulho e o chão começou a tremer, com neve escorrendo para baixo da montanha. Olhou para cima e viu uma forma aterrorizante que aprendeu desde pequeno a escapar o mais rápido possível.

    O terrível fantasma de neve corria montanha abaixo, ambos os garotos se levantaram e mesmo exaustos encontraram forças impossíveis para fugir da avalanche.

    Eles precisavam ter cuidado em cada passo, se tropeçassem seria o fim, no entanto não podiam parar de correr, tentando desviar de rochas pelo caminho. O chão tremia cada vez mais, porém nenhum deles perdia tempo olhando para trás.

    Astrinn não sabia como conseguiu perceber na escuridão da noite, todavia notou uma estranha formação rochosa não muito longe dali.

    – Uma caverna! – apontou para o outro garoto, sem ter certeza do porquê. Correu na direção da caverna e conseguiu entrar antes da avalanche chegar neles.

    Os garotos acabaram se trombando na entrada e ambos caíram no chão. A luz vinda de fora desapareceu com a entrada sendo coberta de neve.

    Estava uma escuridão completa. Os dois caídos no chão tentando retomar o folego sem forças para fazer mais nada.

    Depois de muitos minutos uma luz surgiu, a primeiro momento incomodou seus olhos, contudo quando se acostumou viu o Hum segurando uma tábua pequena que brilhava num tom verde claro.

    – O que é isso? – perguntou o jovem da Alcateia

    – É uma Tábua de Ahmu, ela absorve luz da lua e pode gerar brilho próprio por um tempo, mas depois se apaga.

    Se encaravam desconfiados, o Hum não parecia preocupado com seu companheiro carregando as facas, sabia que não teria como se defender de qualquer jeito.

    – E qual o seu nome? – perguntou o Hum

    – Astrinn Lungolth da Alcateia. E você quem é?

    – Me chamam de Geth…

    Geth era poucos anos mais velho que seu companheiro e uma cabeça mais alto, com cabelos castanho escuros e uma pele bem palída.

    Mais nenhum comentário, os dois tentavam tirar a neve da entrada só para perceber que seria uma tarefa impossível e logo silêncio foi quebrado ao ouvir leves urros vindos do fundo da caverna.

    – Existem muitos ursos por essas montanhas – falou Geth preocupado.

    – É melhor não sermos pegos de surpresa então.

    Ao se aproximarem viram o enorme corpo de um urso caído no chão, estavam preparados para lutar, entretanto o animal não se movia e perceberam que estava morto. Ao seu lado um filhote que urrava se esfregando no corpo do maior.

    – É só um filhote e agora temos carne por um tempo – falou Astrinn.

    Os dois garotos se sentaram enquanto o filhote de urso analisava os dois.

    – Você acha que alguém vai vir te buscar? – perguntou o Hum

    – Não, na Alcateia só sobrevivem os fortes… E alguém vai te procurar?

    – Também acho que não, vocês mataram todo meu grupo, não tem por que ninguém na cidade acreditar que estou vivo.

    Os dois não conversavam muito, estavam sentados lado a lado para dividir um pouco de calor. O urso parecia ter se afeiçoado com Geth que o segurava em seu colo.

    – Eu vou cobrir a placa, – disse Geth – se não vamos perder toda a luz.

    A escuridão retornou e os três ficaram parados por muito tempo. Tentaram não fazer nenhuma força desnecessária. Haviam dormido e acordado mais de uma vez e sem saber quanto tempo havia passado de fato e a fome ficava cada vez mais insuportável.

    – Nós devíamos comer o urso, logo ele vai apodrecer – comentou Astrinn.

    Antes de irem até o animal uma luz surgiu da entrada da caverna, os meninos correram para ver o que estava acontecendo. Quando se depararam com a figura pararam chocados.

    A neve da entrada tinha sido completamente escavada e o que viam era um enorme lobo, quase com dois metros de altura e pelos prateados que brilhavam como a luz da lua.

    – Wivina? – perguntou o membro da Alcateia incrédulo.

    A criatura olhou nos olhos de Astrinn por alguns segundos então se virou e correu pela montanha. O garoto tentou segui-la, no entanto, a loba corria com uma velocidade impossível, e apesar de brilhar na noite escura, logo desapareceu pelos rochedos.

    – O que foi isso? – perguntou Geth.

    O garoto não tinha resposta e voltou a olhar para o Hum

    – Acho que estamos livres.

    – Você vai me matar?

    – Não hoje, Geth, o Hum, hoje nós tivemos uma nova chance, mas se você aparecer de novo no caminho da Alcateia não posso te prometer nada.

    Eles esticaram suas mãos e se cumprimentaram. Geth pegou o filhote de urso e o levou montanha abaixo enquanto Astrinn seguia o caminho que acreditava levá-lo de volta para a Alcateia.


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A Irmandade Perdida

Larissa Leite

Oiiii Gente! Hoje é dia de resenha, e vou resenhar um dos meus livros favoritos do mês de Março: A Irmandade Perdida

Pra quem segue o Instagram do Living for Harry, provavelmente assistiu, via stories, a minha saga para começar a ler esse livro e os meus receios sobre o andamento dessa leitura. E, na verdade, nem lembro mais o porquê dos receios já que esse livro é simplesmente INCRÍVEL.

Primeiro, vamos entender a história.

Diana Morgan é uma professora pesquisadora da universidade de Oxford, com especialização em decifrar escrita antiga. Essa profissão tem um nome bonito, mas eu esqueci no momento…

Após muitos trabalhos brilhantes  e pesquisas bem sucedidas, o que Diana realmente deseja entender são as Amazonas, lenda que a intrigou desde que morou com sua avó na infância.

A oportunidade de estudar mais sobre essas mulheres misteriosas, surge quando um homem desconhecido lhe oferece uma viagem (e dinheiro) para participar das escavações de um templo antigo que pode ter pertencido às Amazonas.

Se você gosta de história, vai adorar esse livro. Mas, história mesmo, daquelas de sala de aula, principalmente sobre as civilizações antigas. Porque, meu amigo, aprendi muita coisa nesse livro… Sobre os gregos, romanos e troianos.

Pra quem não sabe, as amazonas além de ser da DC,  também fazem parte da mitologia grega. Elas não voavam como a Mulher Maravilha, mas derrotavam exércitos com sua inteligência e força… E ok, elas também usavam arco e flecha em cima de cavalos. Detestavam os romanos – até porque são da mitologia grega, duh! – e ajudavam os troianos na guerra. Nunca se envolviam com homens além do necessário. Quem entrava para o clã das amazonas deveria abdicar do casamento e abandonar filhos homens.

E isso é apenas um pedaço do que aprendi nesse livro. Acreditem, são tantos fatos históricos e mitológicos que deu vontade de ler um livro sobre história antiga. Mas é lógico que todas as explicações são entendíveis, nada denso como o livro de história do ensino médio.

E se isso não chamou a atenção, a Irmandade Perdida também fez questão de acrescentar romance e drama familiar na vida de Diana. Aliás, temos outra personagem muito importante, Mirina, uma mulher que viveu 2 mil anos antes de Diana e  deixou sua história para ser contada na parede do templo que Di foi contratada para decifrar.

E sim, vamos ler sobre Mirina, que também tem vários romances e laços familiares que nem a escravidão separou. Ou seja, esse livro tem aquele romance gostosinho, de esquentar o coração, com direito a lágrimas e vários “aaaawwnn” ao longo da leitura.

E pra você, mulher milituda, imagina um livro, com mulheres fortes, que batem, constroem, caçam, matam, ajudam umas as outras e não se preocupam o que os homens acham delas. Se curte a ideia de tudo isso em um pacote, vai adorar esse livro. Porque, tanto Mirina quanto Diana, são mulheres fortes, que nunca passaram a ideia de que eram o sexo frágil, cresceram em suas respectivas comunidades devido à suas conquistas e adquiriram respeito de todos ao seu redor.

Talvez um clã de mulheres como as Amazonas nunca tenha realmente existido. O Importante é absorver que a lenda dessas mulheres pode significar que, em algum momento existiu uma mulher que lutou e ganhou o respeito de um contador de histórias, e acabou virando parte do “folclore” grego. Mas “quem conta um conto, aumenta um ponto” e de repente, essa mulher virou uma super heroína que usa um laço pra forçar as pessoas a falarem a verdade.

Nada contra essa Diana, adoro as duas Dianas, tanto a do livro quanto a dos Hqs. #somostodasDianas.

Beijos na bunchecha!


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Lâmina da Assassina

Equipe Living for Harry

Oi gente! Se vocês acompanham o Instagram do Living for Harry, já devem ter ouvido falar de uma série chamada Trono de Vidro que já falamos aqui no blog. Se não conhece e gosta de livros de fantasia ou assiste Game of Thrones, trate de ir agora ler essa série!

Basicamente, a série acompanha a vida de Celaena Sardothien, a maior assassina de Adarlan. O melhor dessa personagem, além do fato dela ser uma mulher incrível e vaidosa, é que sim, ela é uma assassina, porém tem uma certa moralidade. Ou seja, em um parágrafo, Celaena corta a cabeça de um cara, no próximo, salva uma mulher de ser estuprada.

E em Lâmina da Assassina, conhecemos um outro lado da vida da personagem, pois ele se passa antes da série principal acontecer. Logo, descobrimos alguns eventos que fizeram a protagonista se tornar no que ela é no primeiro livro de Trono de Vidro e no que ela acaba se tornando nos últimos livros da série que temos lançados até então.

O livro traz 5 contos que mesmo separados, abordam uma história linear. Uma característica importante e marcante desse livro é a relação da Celaena com os outros personagens, tanto que alguns contos são nomeados de acordo com o personagem que vai aparecer no conto.

Os contos são muito bons, seguem bem o modelo de narrativa da série principal e mostra uma Celaena um pouco mais nova, inocente e mimada que no decorrer dos contos, das aventuras e lições aprendidas, vai evoluindo e crescendo.

Para quem já leu a série e conhece a história da assassina, já avisamos que devem preparar os lencinhos, porque irão chorar lendo, pois ele traz um pedaço da vida dela que é muito impactante e envolve um personagem em especial. Choramos muito!

E mesmo que Sarah J Maas tenha construído esse livro com uma protagonista feminina, com detalhes feministas que só uma escritora pode atingir, a série atrai tanto homens quanto mulheres, público adulto e juvenil. E é por isso que essa série é maravilhosa.

Importante lembrar que esse livro deve ser lido antes do 5° livro (Império de Tempestades), pois alguns personagens irão reaparecer e alguns momentos do Lâmina da Assassina podem ser importantes para a história principal, assim não ficam perdidos e não pegam spoilers dos contos. Alguns dor personagens também irão aparecer no Torre do Alvorecer, então leia Lâmina da Assassina antes!

Beijos mágicos e na bunchecha!!


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Esquenta para Game of Thrones

Larissa Leite

[ALERTA DE SPOILERS!! Esse post pode conter spoilers da série Game of Thrones, então cuidado antes de ler!]

Oi gente, como todo mundo sabe – pelo menos espero que todos saibam – hoje, começa a última temporada de Game of Thrones.

Se você não sabe o que é Game of Thrones, eu não faço ideia do que esteve fazendo nesses últimos oito anos da sua vida porque é simplesmente a série que mais deu dinheiro pra HBO e também é a serie mais pirateada do mundo.

Mas caso não saiba a história,  vou aqui dar uma palhinha pra vocês entenderem: tem morte, estupro, cabeças sendo cortadas,  dragões, poderes mágicos, zumbis, muralhas, pessoas que não pegam fogo, incesto , anões, mulheres fortes e incríveis (Fácil, né?).

Já deu para entender o porquê de GoT ser a melhor série que a HBO já fez.

Em homenagem a esse dia, tão importante pra nós que estamos esperando, a um ano e meio, a volta de Game of Thrones, decidi compartilhar aqui algumas opiniões minhas sobre GoT.

1. Os dragões de Dani

Para começar, Dani é uma menina cheia de traumas. Primeiro perde o lar, é manipulada pelo pelo irmão para se casar com um cara X que ela nem conhecia… Lembrando que segundo o livro, ela tinha por volta de 14 anos. Aí, se apaixona por esse mesmo cara… E ele morre juntamente com o filho que ela esperava dele.

Depois de perder o filho, o cara que ela curtia, o irmão e o seu primeiro exército, acho que George Martin ficou com pena de Daenerys e fez os ovos que ela tinha ganhado de presente de casamento virarem dragões.

Mas os ovos eram considerados de pedra, então acredito que o desenvolvimento dos dragões seja fruto de uma gravidez psicológica que se tornou real para Daenerys, a ponto dela tratar deles como seus próprios filhos… Como não esquecer dos babys dragões mamando dela… O que não faz sentido, são lagartos e não mamíferos!

2. Os lobos dos Starks

  No primeiro livro ou primeira temporada da série, os Starks encontram um loba gigante morta com vários filhotes. Por ser um animal raro e símbolo da casa Stark, eles decidem pegar todos esses lobinhos e levarem para casa.  Cada um dos filhos recebe seu próprio filhote junto com a responsabilidade de cuidar e ensinar seus respectivos lobos gigantes: Vento cinzento, Cão Felpudo, Lady, Verão, Nymeria e Fantasma.

   Ao longo das temporadas várias situações acontecem com esses lobos – e com seus donos – e muitos morrem ou fogem.

   Dos que fogem, será que ainda vão voltar? Ou ficou muito caro para série manter a computação gráfica dos lobos e dos dragões ao mesmo tempo?  #voltafantasma

3. O autor vai terminar os livros?

   Os livros de Game of Thrones vão do primeiro volume ao quinto, sendo que era para existir mais três livros. A última notícia de George Martin escrevendo o sexto livro foi um pouco antes do lançamento da sexta temporada… Porém já estamos na oitava e nada de livro, né George?

   Mas também sabemos que George tem muitos problemas de saúde e já é uma pessoa de idade, então acredito que simplesmente deixou as rédeas nas mãos da HBO e agora, vai aproveitar sua aposentadoria multimilionária no Caribe com a família enquanto nós, leitores ávidos de GOT choramos sem saber o que vai acontecer com os muitos personagens que só apareceram nos livros.

4. Quem eu quero no trono

     Eu não entendo porque nesses oito anos existe uma disputa gigante para sentar naquele trono que deve espetar a bunda de tanta espada que tem fincada nele. Convenhamos, não deve ser nem um pouco confortável.

    Mas, como praticamente a série inteira é baseada em quem vai tomar conta do trono e ser o rei soberano, na minha opinião precisa ser uma mulher… Porque eu sou uma mulher e eu quero que seja uma mulher…. Ok, falando sério agora, tem que ser Daenerys Targaryen.

    A mulher tem dragões, chegou com o exército de barco, conquistou geral, não pega fogo, perdeu a família inteira e não vai conseguir sentar no trono?

Ahhhhhhh! Por favor né, dona HBO? Vamos por a Dani no trono, porque ela merece.

Isso é tudo pessoal, vai aí um aquecimento para ficarmos aguardando no que vem pela frente com essa última temporada. E também ansiosos para o resto do dia. Não esquece de ligar a TV 22h00 da noite, para quem tiver HBO… E para quem não tiver, se vocês quiserem eu passo meu login da HBOGO pra vocês assistirem depois.

Beijos na bunchecha!


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Amor & Gelato

Adriele E. da Silva

Oi gente! Hoje vou trazer a resenha de mais uma leitura do mês de Março e sim, mais um livro escrito por mulher!

Para atender ao último pedido de sua mãe, Lina vai passar o verão em Florença, mas ela não vai aproveitar as paisagens incríveis, pois está indo contra sua vontade. Então tudo que ela quer é resolver algumas questões, como o motivo desse último pedido da mãe e o por quê de seu novo pai não ter dado as caras por dezesseis anos, para assim poder voltar para casa e para sua melhor amiga. Mas ao receber um antigo diário da mãe, tudo muda e Lina passa a seguir as lembranças deixadas no diário ao lado do fofo Ren, um ítalo americano que resolve ajudá-la nessa busca.

Sério, nem sei por onde começar a falar desse livro incrível… Então, vou começar falando da minha história com esse exemplar aqui. Eu quero esse livro desde que vi algo sobre ele há quase dois anos, mesmo ficando um pouco receosa por achar que ele podia ser só um romance sem graça, mas no final do ano passado eu ganhei ele de presente de aniversário dos meus melhores amigos maravilhosos. E esse ano resolvi colocar ele na minha TBR de Março e ler durante as maratonas de Carnaval.

E sim, foi uma experiência maravilhosa. O livro é extremamente leve e gostoso de ler. A narrativa é fluida e possui formas diferentes, como a história da Lina, as ligações dela com a melhor amiga e os relatos do diário da mãe, então você não fica preso a um único formato, o que ajuda ainda mais na fluidez da leitura.

Os personagens são muito cativantes e o leitor consegue sentir algo por todos, desde amor, carinho, até raiva. Só gostaria de que tivesse mais momentos com os outros personagens, porque até mesmo a melhor amiga da Lina fica um pouco de lado a partir de um determinado momento, mas é justificável, por causa da distância física.

A história é apaixonante e ter como paisagem Florença tornou tudo ainda mais mágico, principalmente pelas descrições incríveis dia lugareslugares pela autora (Fiquei com mais vontade ainda de conhecer a Itália). E a interação entre os personagens, especialmente entre a Lina, o Ren e o Howard, porque eles que mais se envolvem, principalmente durante as investigações e eles são os personagens mais legais, e sim, o Ren é o meu preferido!

A diagramação e edição são maravilhosas, com direito a pagina amarelada, fonte bonitinha e que muda entre a narrativa principal e os diários da mãe e mesmo os capítulos não sendo muito curtos, a leitura flui de um jeito que quando você vê já leu tudo rapidinho.

Super recomendo a leitura e com certeza ele já é um dos meus preferidos do ano e da vida!

Beijos mágicos!!


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Próxima Parada

Equipe Living for Harry

Oi gente! Hoje é o último dia de Março e para fechar o mês da mulher com chave de ouro, vamos trazer a resenha de Próxima Parada, a nossa leitura conjunta para as maratonas de carnaval e para o #maratonalendomulheres que falamos no primeiro post do mês!

Próxima Parada une sete contos românticos e todos se passam, de alguma forma, em ônibus. Mas não fiquem pensando que são contos parecidos, com casaizinhos. Cada conto tem sua individualidade, uns com momentos de vergonha alheia outros com comédia, mas todos envolvem histórias de relacionamentos de algum tipo.
Por possuírem essas peculiaridades, cada conto pode agradar a um determinado tipo de público, logo, o livro é extremamente indicado para quase todos os tipos de leitores e isso é muito legal, porque mesmo sendo contos e tendo uma temática parecida, o livro ainda consegue ser muito eclético e dinâmico, pois está sempre mudando.
E é muito interessante quando vários autores pouco conhecidos se juntam e começam a escrever contos dentro de um mesmo âmbito – nesse caso em transporte público – formando um livro no qual você pode ler histórias semelhantes mas também se identifica com a escrita única de cada autor.
Também é uma forma de divulgar a escrita desses autores em ascendência pois, se o leitor gostar de um determinado conto dentro do livro, é muito provável que irá procurar mais sobre aquele autor.
Como são muitos contos, não iremos falar sobre cada um deles para não correr o risco de contar algum spoiler, principalmente por eles serem curtinhos, mas é claro que todos tem um que é o queridinho. No meu caso (Lari), o favorito do livro é Espelho. Uma simples conversa sobre livros no ônibus pode mudar qualquer um.
Já o meu (Adri), foram dois preferidos, o Transbordante e o Cinco estágios, o primeiro é sobre dois amigos e HQs incríveis durante um acidente no trânsito, e o segundo é sobre os cinco estágios da aceitação e sobre amor próprio e pelo próximo. O conto Cinco estágios é o último do livro e ele pode ser bastante confuso, tive que reler alguns trechos algumas vezes para conseguir entender de verdade, mas a ideia da história realmente me tocou de alguma maneira. Esses dois contos têm algo em comum, são LGBTQ+ e isso é mais um ponto positivo para o livro.
Lemos o livro na versão digital, disponibilizada em PDF pela própria editora no site deles, o que achamos muito incrível, pois facilita o acesso ao livro para um público muito maior e aumenta a divulgação dessas autoras maravilhosas.
Mas não pensem que só por ser um livro em PDF e gratuito que ele não está caprichado. A capa é muito linda e mesmo não sendo a melhor diagramação para todos os dispositivos de leitura em PDF, o livro possui muitos detalhes que foram pensados com carinho, como a abertura de cada capítulo que simula uma parada de ônibus.
Então como já dissemos, indicamos sim a leitura desse livro, principalmente para quem está de resseca literária, já que são vários contos curtinhos e muito rápidos de ler, além de ser uma leitura mais leve.
Beijos Mágicos e na bunchecha!!

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